O dia que Atlético Nacional e sua torcida nos deram uma aula de Cristianismo

Por Thiago Schadeck,

Desde a queda do avião com o elenco da Chapecoense, na última terça feira, 29, o Atlético Nacional, clube que a Chape enfrentaria na final da Copa Sul-Americana, tem demonstrado uma sensibilidade e um amor que nunca foi visto no mundo do futebol. Logo após o anúncio do acidente, os torcedores do Atlético divulgaram em seu site a necessidade de Jipes 4X4 no reagate, visto que o local era de difícil acesso e as ambulâncias não estavam conseguindo chegar. Após a confirmação de ser tratar realmente de uma grande tragédia, os jogadores e o presidente do clube declararam a Chapecoense campeã do torneio, o que além de “coroar” a brilhante campanha da equipe brasileira ainda renderia o dinheiro da premiação para ajudar na reconstrução do time. Mais que isso, os jogadores já declararam que o valor que têm direito pelo vice-campeonato será doado às famílias das vítimas. 

Ontem os colombianos surpreenderam mais uma vez, no horário em que deveria acontecer o jogo, os torcedores se dirigiram ao estádio Atanasio Girardot, vestidos de branco e com velas nas mãos. Eles não foram para torcer pelo seu time, mas para homenagear o adversário! Sim, saíram de suas casas para homenagear pessoas que sequer conheciam. E mais, jogadores que, em campo, eram seus rivais. No jogo, torciam contra e desejavam muito vencer. Na vida, sabem que a perda é irreparável e que o futebol é irrelevante nesse momento de dor extrema. O estádio estava completamente lotado, homenagens e mais homenagens às vítimas. Tanto em campo quanto nas arquibancadas, todos estavam aos prantos. Impossível resistir às lágrimas. Torcedores, jogadores, autoridades… todos! Não havia ninguém naquele estádio que conseguisse conter o choro.

Assistindo àquilo fiquei muito perturbado acerca de como o povo colombiano, a maioria ali presente certamente não é crente, nos deu uma lição de humanidade e cristianismo. Eles não só reconheceram que o povo de Chapecó sofre com a perda de seus ídolos, mas se dispuseram a sofrer a dor deles. Não correram para pedir a Confederação Sul-Americana de Futebol que o jogo fosse remarcado para daqui uma ou duas semanas e, se aproveitando da situação, fossem campeões. Poderiam até usar o argumento que agiram conforme as regras e ganharam em campo. Poderiam reivindicar o título, já que não o adversário não teria condições de enfrentá-los. Poderiam simplesmente ter igmorado o fato e aguardar uma decisão da confederação, mas não foi isso que eles fizeram. O gesto, tanto dos jogadores do Atlético quanto da torcida, foi o de amor ao próximo. Vou poder dizer para os meus netos que um time de futebol e seus torcedores me deram uma aula de cristianismo que escola dominical nenhuma seria capaz.

Esse fato deve nos servir de lição e que nos faça repensar se a nossa reunião para um culto não tem sido muito menos cristã que o povo colombiano. Enquanto vociferamos ao microfone que Deus irá destruir nossos inimigos, um povo que não professa a fé em Cristo estende a mão e ajuda o seu adversário. Enquanto cantamos sabor de mel, eles socorrem aqueles que tinham totais condições de tirar um título importante de suas mãos. Enquanto buscamos as bênçãos de Deus, eles SÃO bênçãos para àqueles que perderam seus entes no trágico acidente. Vi crentes na internet condenando os  jogadores ao inferno, como se fossem Deus e soubessem o destino eterno de cada um deles. Entre os mortos haviam cristãos. Ninguém sabe se segundos antes da batida no chão algum deles não se arrependeu e foi salvo, como o ladrão da cruz.

 Que esse fato, marcado na história, nos sirva de exemplo e aprendamos de uma vez por todas a chorar com os que choram (Romanos 12:12) e que entre na nossa cabeça que a nossa luta não é contra as pessoas e sim contra o Diabo (Efésios 6:12).

Que Deus abençoe o povo da Colômbia, porque eles souberam confortar a dor de um povo. Eles agiram como Cristo agiria e abraçaram os enlutados. Hoje uma torcida de futebol me deu uma aula de cristianismo.

Vou torcer para o Atlético Nacional no Mundial de Clubes desse mês como torceria pelo meu Corinthians. Se tem alguém que merece ser “honrado por Deus”, são eles!

#ForcaChape #OrePorChapeco

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A tragédia com a Chapecoense e a brevidade da vida.

Por Thiago Schadeck,

Hoje o Brasil acordou de luto. Aqueles que não são fãs de futebol se entristeceram pela forma em que 76 pessoas perderam a vida. Os apaixonados pelo esporte, como eu, se sentiram como se perdessem um amigo. Ao menos duas vezes por semana tem jogo na TV e os atletas são acompanhados diariamente por nós através dos programas esportivos.

Muito abalado com a notícia e ainda atordoado, comecei a refletir sobre a vida e sua brevidade, como somos de fato seres impotentes, que em um piscar de olhos deixa de existir. Por mais fortes que possamos ser, por mais que tentemos não demonstrar medo diante das adversidades que a vida nos impõe ou até quando tentamos nos convencer de que estamos prontos para enfrentar a morte – seja a nossa ou de alguém próximo – sabemos que o que nos mantém vivos é apenas a misericórdia de Deus.

Os 76 mortos na tragédia com o time da Chapecoense deixam filhos, esposas – algumas grávidas, mães, familiares,  pessoas que dependiam financeiramente deles. Tinham ali jogadores que estavam apalavrados com “times grandes” e que a partir do ano que vem começariam a ganhar salários de astros. Estavam muito próximos de alcançar a maior façanha do clube, até então. Ganhar um torneio internacional e se classificar para a Libertadores da América colocaria uma estrela nos seus currículos e certamente aumentaria – o já grande – destaque desses jogadores.

Comecei a traçar um paralelo entre esse triste fato e nossas vidas. Quantas vezes deixamos nossos objetivos tomar à frente das pessoas. Assim como os jogadores estavam longe da família, buscando seus objetivos, nós também nos afastamos de quem amamos para dar a eles uma vida melhor. Trabalha de domingo a domingo para poder dar um vídeo game de última geração para o filho. Perde o contato e a convivência para dar a conveniência. 

Não podemos sair de casa sem dizer a quem fica o quanto o amamos. Pode ser que não tenhamos chance de voltar. Os momentos são únicos e devem ser aproveitados ao máximo. Viver a vida intensamente não tem nada a ver com as farras ou o que o dinheiro pode proporcionar, pelo contrário, ela é marcada pelas lembranças que levamos ou deixamos. Priorize a família. Leve seus filhos ao parque. Beije sua esposa/seu marido e declare seu amor diariamente. Ame seus pais como eles te amam e te formaram o caráter. Seja íntegro. Abençoe quem te cerca, distribuindo sorrisos e ajudando a quem precisa, nem que seja com um abraço ou o ombro amigo.

Vivamos nossa vida fazendo valer o hoje, porque o amanhã pode não chegar. Amar se disso dependesse a nossa vida. Que sejamos mais humanos e tornemos a vida de quem nos rodeia melhor.

Como diz a música do Djavan, “Flor de Liz”

“E o meu jardim da vida ressecou, morreu
do pé que brotou Maria, nem Margarida nasceu”

Ore pelos familiares das vítimas desse terrivel acidente e que Deus console os seus corações. A dor da perda é irreparável e o único que pode trazer algum conforto é o Senhor, através do seu Espírito Santo.

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O véu foi rasgado! 

O véu foi rasgado

Por Thiago Schadeck,

No capitulo 16 de Levitico, Moisés dá as instruções à Arão acerca de como ele deveria proceder para entrar no lugar santo, onde ofereceria sacrifícios pelos pecados, tanto os seus quanto os do povo de Israel. Como em todos os livros do Pentateuco havia grande simbologia e ritualidade nessa cerimônia. O Sacerdote tinha de vestir uma roupa especial, imolar os animais da forma correta e oferecê-los no altar determinado. O sangue deveria ser aspergido com os dedos sobre a tampa do propiciatório e nada podia fugir ao descrito detalhadamente por seu irmão. 

Se Arão, ou o sacerdote que o substituísse, fizesse qualquer coisa minimamente diferente do que havia sido instruído, Deus não receberia aquele sacrifício e o sacerdote seria fulminado. Deveria haver o maior temor e cuidado ao entrar no lugar santo, pois ali estava a presença de Deus, simbolizada na Arca da Aliança e manifesta na fumaça que enchia o lugar. Tudo tinha que ser perfeito!

Por séculos essa lei foi válida ao povo de Israel e eles continuaram repetindo esse ritual ano após ano. Os sacerdotes se orgulhavam de poderem ser os intercessores entre Deus e os homens,  pois de fato eles eram. Mas como todo o Antigo Testamento, o ritual de purificação era apenas a sombra do que haveria de vir. Toda essa cerimônia apontava para Cristo e sua morte na cruz. Ele é nosso cordeiro pascal e o sacerdote perfeito.

Quando Cristo expirou, no alto da cruz, o véu do santuário se rasgou de alto abaixo (Mateus 27:51; Lucas 23:45) e tirou a separação entre Deus e os homens. Agora o único mediador entre Deus e os homens é Cristo (2 Timóteo 2:5), tirando esse papel das mãos do sacerdote. Ele se tornou a oferta por nossos pecados (Efésios 5:2). Todos passamos a ter livre acesso à Deus. Não precisamos mais de lugar certo, rituais ou roupas especiais. Onde estiver, fazendo o que for, o acesso está livre. Não é apenas na igreja, no momento de culto, vestido de terno (homens) ou saia até os pés  (mulheres).  Deus está acessível esteja você no culto ou no banheiro, quando clamar verdadeiramente, Ele ouve!

Infelizmente muita gente ainda vive como se houvesse o véu de separação com Deus e tem medo de entrar na presença dele “em pecado”, então os sacerdotes modernos também se atualizaram. Utilizando-se das referências veterotestamentárias, criaram seus rituais de purificação. Eles se colocam como os ungidos, ou seja, aqueles que tem o direito de entrar no santo dos santos, a oferta agora é invariavelmente dinheiro e, se no Antigo Testamento a cerimônia acabava depois que o sacerdote apresentava a oferta a Deus, agora tem mais uma etapa: levar um objeto consagrado para finalizar o ritual. Nessa surgiram sabonetes, rosas, copos com água, sal, vassouras, chocolates, perfumes e etc. Tudo ungido, claro!

A religião tenta recosturar o véu rasgado por Deus e colocar limites por medo numa relação que deveria ser baseada no amor. 

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O profeta Jonas e a sombra da aboboreira

Por: Odilar Júnior

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Há momentos na vida que aparecem várias propostas e ofertas tão tentadoras, tão deslumbrantes que as pessoas acabam sendo seduzidas e fazem de tudo tirar proveito. Isso gera nelas sentimentos ruins, ganância ou mesmo insatisfação. Por muitas vezes, acabam se descontrolando e por não medirem a consequência de seus atos, acabam insatisfeitas com o que veem. A exemplo de uma aboboreira, uma lição de Deus ao profeta (Jonas 4: 6-11), será constatado o quanto é fácil o homem se apegar ao que é passageiro, porém cômodo, e ainda desenvolver sentimentos egoístas.

O profeta Jonas foi enviado a Nínive (capital da Assíria, hoje Iraque) para pregar a mensagem de Deus àquela cidade (Jonas 1:1-2). Ele fugiu para a direção contrária, a Península Ibérica (1:3). No meio da tempestade, ele foi jogado ao mar pelos tripulantes do barco (1: 4-19) e engolido (1:17) e vomitado por um grande peixe (2:10). Não tendo sucesso na sua fuga, restou-lhe apenas uma alternativa: anunciar a mensagem que Deus havia lhe dado contra os ninivitas (3:2-3). Ele anunciou que em quarenta dias a cidade seria destruída (3: 4).

Ao pregar esta mensagem, o povo creu, se arrependeu e se todos humilharam com jejum. Tornou-se até mesmo um decreto do rei daquela cidade — que todos jejuassem (inclusive os animais domésticos), abandonassem suas maldades, seus maus caminhos para que alcançassem a graça e a misericórdia de Deus. E assim fizeram. Como resultado, alcançaram a misericórdia de Deus e não seriam mais destruídos (3: 5-10).

Não satisfeito com isto, Jonas se aborreceu, ficou com raiva. Ele desejava ver aquele povo sendo dizimado pela ira divina, pois eram famosos por serem sanguinários e cruéis, por torturarem, maltratarem e subjugarem as pessoas dos lugares em que conquistaram, fazendo-lhes escravos. Ele não se contentou com o que viu. Ao dormir, Deus fez com que nascesse uma aboboreira para fazer sombra ao profeta; porém, na noite seguinte, a planta morreu. Jonas se indignou de tal modo que desejou morrer. Para ele, seu infortúnio já tinha chegou a limite suportável.

Diante deste episódio, há lições a serem tiradas com a aboboreira:

1 — O apego à sombra da aboboreira:

É interessante notar que esta planta não é perene, quer dizer, dure muito tempo. Então por que Jonas se apegou a ela? Provavelmente, por ter lhe dado um conforto a protegê-lo do sol. Isso é apenas uma ideia. Através deste vegetal, Deus quis mostrar ao profeta como ele estava sendo egoísta. Deus o questionou, confrontou o seu apego por uma planta que tinha nascido do dia para a noite e porque Ele, o SENHOR, não poderia ter compaixão de uma cidade de cento e vinte mil habitantes. Trazendo para o cenário atual, muitos se apegam às suas aboboreiras e a fazem como sombra, como uma proteção; se apegam às suas riquezas e ao conforto que geram; como disse o salmista, “uns confiam em carros e cavalos” (Salmos 20: 7a). Isto os torna individualista, egocêntricos, vis, valorizando mais o “ter” que o “ser”, como fosse eterno e que poderiam salvá-los na hora da morte. As riquezas, bens materiais são necessárias para a nossa sobrevivência, para o nosso sustento, porém, elas só nos servem apenas nesta vida e elas devem ser usadas com sabedoria; porém, se não mais vivermos, não servirá para mais nada a nosso favor, pois não poderemos carregá-las conosco, ficarão para outras pessoas. Em Mateus 6: 19 diz que “não devemos ajuntar tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem e onde os ladrões arrombam e roubam”. A mulher de Ló perdeu a sua vida, por não conseguir se desprender do deixara para trás. Com sua cidade sendo destruída, a única maneira de salvar sua vida era fugir sem olhar para trás – ela se virou e foi transformada numa estátua de sal (Gênesis 19:26; Lucas 17:32-33).

2 – O perigo da sombra da aboboreira:

A sombra é causada pela ausência de luz e ela ofusca o que deveria ser visto. Quando o que é passageiro se torna uma prioridade maior que as coisas de Deus, ou seja, quando a sua visão de Deus é ofuscada pela sombra do brilho deste mundo, você está correndo um perigo muito grande. Jesus alertou: “Ninguém pode servir a dois senhores; porque há de odiar um e amar o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom” (Mateus 6:24). “Mamom” é uma palavra aramaica que significa “riquezas” ou “fortuna”; por elas pessoas mentem, matam, fazem atrocidades que as impedem de servir ao SENHOR. Experimente um teste: olhar para dois lugares ao mesmo tempo, você consegue? Não. Seu cérebro simplesmente não consegue processar. Então, ou foquemos em Deus, priorizando-o e nos tesouros do céu ou na ansiedade e nos tesouros deste mundo, deixando o Senhor de lado. Aqueles que priorizam o seu tempo às coisas deste mundo, não havendo uma mudança de direção (ou um arrependimento genuíno), o fim não será nada agradável: virá a perdição e a ira da justiça divina. (Romanos 2:5-6).

3 – Saia da sombra da aboboreira!

O profeta Jonas se apegou à aboboreira por lhe dar conforto e proteção. Porém, ela morreu e ele quis morrer, por “quase desmaiar devido a calor do sol que queimava sua cabeça” (cap. 4: 8). Ou seja, ele entrou em desespero pois onde ele tinha se firmado simplesmente ruiu.

Como já foi dito, nós precisamos de comida, trabalho, uma certa comodidade, conforto, trabalho, roupas, dinheiro, diversão; No entanto, precisamos muito mais de Deus, pensar e ansiar a nossa salvação. As primeiras, fazem parte de nossa vida em sociedade, nossa sobrevivência. Morremos e nada mais faz sentido. Porém, as últimas são para tanto a nossa vida hoje, quanto para a eternidade. Deus pode prover tanto as primeiras quanto as últimas. De acordo com a Sua Palavra (João 11:25), quem crê em Jesus, ainda que morra, viverá. Se preocuparmos com nossa salvação, teremos vida eterna. Se não, não a teremos.

É importante frisar que este texto não incentiva a abandonar tudo e viver no meio de um deserto, uma ilha ou numa floresta e viver como um “hippie” ou como os povos silvícolas, como se fosse um pecado mortal possuir bens, não é isto. O texto apenas alerta o perigo do apego aos bens terrenos, ao amor por coisas, como se elas fizessem viver ou somente elas lhes satisfazem. Devemos ter a consciência de tudo isto deve ser adquirido e utilizado com sabedoria e sobriedade, tendo gratidão, pois o SENHOR quem o capacitou que isto fosse realizado ou conquistado, com saúde e forças para possuir o quem você tem. Todos dependem de Deus e nada é feito ou realizado sozinho, então não há motivo para este sentimento egoísta ou de posse.

Conclusão:

Para enxergar a Luz, primeiramente precisamos sair da sombra. Há uma realidade bem maior e infinitamente melhor do que este mundo pode oferecer. Busquemos a luz que brilha a salvação. Jesus disse: “Buscai primeiro o Reino de Deus e a sua justiça e todas as coisas vos serão acrescentadas” (Mateus 6:33). Se nossa mente e coração estiverem presas a esta terra, estaremos em trevas, pois não teremos acesso à luz. Porém, se nossas mente e coração focarem em algo bem maior, além, nos tesouros do céu, a luz resplandecerá eternamente, brilhando cada dia mais, porque onde estiver o nosso tesouro, aí estará o nosso coração (cf. Mateus 6: 21).

Saiamos da sombra da aboboreira, onde a luz é ofuscada e troquemos pela sombra do Onipotente, um lugar feito para o nosso descanso! (Salmo 91: 1).

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Um poema sobre Jesus

Com licença, preciso falar sobre um amigo
Ele veio de muito distante, de lá da eternidade
Seu nome é Jesus, também chamado de Cristo
Nasceu numa mangedora, Belém era sua cidade

Filho de Maria, teve como padrasto José
Nascido da virgem, anunciado por Gabriel
Jesus foi uma criança normal lá em Nazaré
Com doze anos já ensinava sobre o Céu

Em Caná da Galileia salvou a festa de casamento
Transformando a água em vinho garantiu a alegria
Em Jerusalém foi aclamado no lombo de um jumento
“Hosana, hosana” bendito é o que vem, diziam

Por onde ele passava, os doentes eram curados
Através de seu poder, saiam até os espiritos imundos
Enfatizava que pior que a doença eram os pecados
Mas não tinha escuridão diante dele, a Luz do mundo

Ele despertou muito ódio dos líderes religiosos
Porque a sua mensagem era muito diferente
Não usava de seu poder para fazer negócios
Pelo contrário, socorria a todo tipo de gente

O Deus que se fez homem sabia do fim na cruz
Entregue pelos fariseus e acusado sem ser culpado
Foi abandonado pelo Pai, desamparado, sofreu Jesus
Por sua morte salvadora somos livres do pecado

Pai, perdoe-os, pois não sabem o que estão fazendo
Pensaram que matando Jesus o mal teria sucesso
Conforme o sangue que escorria, Cristo ia morrendo
Com a coroa de espinhos coroaram o Rei do universo

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Possessão e opressão. Qual a diferença? 

A diferença entre possessão e opressão é que a possessão é interna e a opressão é externa

Por Thiago Schadeck

Um dos assuntos mais polêmicos na igreja evangélica é acerca da “batalha espiritual”. Não, pelo menos na maioria das vezes, sobre sua existência ou não, mas pela forma que isso acontece. Há quem creia que anjos e demônios travem batalhas campais, com flechas voando e duelos de espadas, que anjos se firam e saiam de combate. Existem também os que creem que essa batalha é travada em nossa mente, onde Satanás e seus demônios tentam fazer com que rejeitemos,ainda que de forma inconsciente, a Deus.

Creio que sim, haja uma batalha sendo travada e que Deus é maior que qualquer inimigo, porém ainda estamos em um corpo corruptível, que tem suas paixões e que é refém do pecado. Por conta disso, vez ou outra somos afligidos pelos ataques de Satanás. Nem o mais santo dos crentes está livre disso. Paulo, Pedro e até Jesus foram atacados por Satanás e quase fraquejaram. Explicarei à diante:

Por muitos cristãos não saberem a diferença entre possessão e opressão, acabam confundindo a si e as pessoas próximas, principalmente no meio pentecostal e neopentecostal, por ter uma ênfase maior no mundo espiritual. A Bíblia mostra nitidamente ambas as situações:

Possessão:

Como o próprio termo já diz, ela acontece quando alguém é possuído por um espírito mal. Nesse caso há perda de controle e a pessoa não é a responsável por seus atos. Nem sempre é perseptivel que a pessoa está possuída. Por exemplo, quando o Diabo entrou em Judas ele não teve nenhuma atitude que desse a entender que estivesse possuído, ele simplesmente levantou e foi entregar Jesus por dinheiro (Lucas 22:3-6). É um grave erro pensar que só há possessão quando existem nítidas evidências, como a voz grossa, força descomunal, boca espumando, gritaria e coisas do tipo. Não estou dizendo que não aconteça, apenas que isso não é a regra.

Há casos que a pessoa possessa se passa muito bem por um grande profeta de Deus. Duvida? Leia então o a passagem abaixo:
“Ora, aconteceu que quando íamos ao lugar de oração, nos veio ao encontro uma jovem que tinha um espírito adivinhador, e que, adivinhando, dava grande lucro a seus senhores. Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação. E fazia isto por muitos dias. Mas Paulo, perturbado, voltou- se e disse ao espírito: Eu te ordeno em nome de Jesus Cristo que saias dela. E na mesma hora saiu. (Atos 16:16-18)”
Ela dizia que eles eram servos de Deus e anunciavam o caminho da salvação, o que, em muitas igrejas, lhe renderia tapas nas costas e o púlpito para a profetiza. Paulo não teve dúvidas em expulsar o demônio advinhador que trazia muito lucro aos senhores daquela jovem, o que rendeu uma prisão a ele e Silas.

Existem também aqueles que estão nitidamente endemoninhados, como se diz popularmente. A Biblia mostra isso claramente no caso do Gadareno. Em Marcos 5:1-20, diz que ele vivia em um cemitério, se feria com pedras e sua força era tão grande que nenhuma corrente era capaz de mante-lo preso. Quando Jesus chega e lhe pergunta o nome, a sua resposta foi: “legião, porque somos muitos”. Essa legião dominava completamente sua consciência e tirava-lhe o juízo. Estavam destruindo aquele homem, que nada podia fazer para mudar. 

Opressão

Diferente da possessão, a opressão é um ataque externo. Satanás não consegue tomar o controle de nossa vida e então lança seus dardos inflamados para nos tirar a paz e a alegria. Normalmente a pessoa que é oprimida tem um comportamento depressivo. Existem várias passagens bíblicas que mostram grandes servos de Deus sendo oprimidos e aparentando fraqueza:Elias, Pedro e até Jesus.

“Sede sóbrios, vigiai. O vosso adversário, o Diabo, anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar; ao qual resisti firmes na fé, sabendo que os mesmos sofrimentos estão-se cumprindo entre os vossos irmãos no mundo.” (1 Pedro 5:8-9)

Elias:

Depois de ter enfrentado os profetas de Baal, orado e Deus ter enviado fogo do céu, Elias chegou a uma depressão tão profunda que decidiu se esconder em uma caverna. Isso aconteceu porque no reinado de Acabe, sua esposa Jezabel havia mandado matar todos os profetas de Deus e Elias se sentiu sozinho e abandonado. Enquanto ele esteve na caverna, Deus lhe enviava comida através de corvos. Em conversa com Elias, Deus faz questão de mostrar que ele não está sozinho e que ainda haviam sete mil que não se dobraram a Baal (1 Reis 19:1-21). Isso nos mostra que o desgaste físico, mental ou espiritual são usados por Satanás para nos oprimir. Quando alguma área de nossa vida está descompensada, o inimigo vê uma chance, ainda que remota, de nos abater. Por isso a Bíblia nos orienta a sermos equilibrados e moderados em tudo.

Pedro:

Muita gente pensa que quando Jesus diz: “Para trás de mim, Satanás” (Mateus 16:23), ele falava com Pedro, como se ele estivesse possuído. Não, Pedro não estava endemoninhado. Jesus sabia que Pedro não dizia aquilo de si, mas que Satanás lhe soprava ao ouvido. Muitas vezes dizemos o que não devemos porque deixamos que nossa natureza pecaminosa tome conta da situação. Para Pedro seria um absurdo se Jesus fosse crucificado, pois cria que Cristo era o Salvador. Quando fazemos ou falamos algo pressupondo no que nós entendemos ser o melhor, corremos o risco de errar e ir contra os planos de Deus.

Jesus

Essa opressão, ou ataques, de Satanás fica bem clara em dois momentos da vida de Jesus: logo no início de seu ministério, quando ele é levado ao deserto e começa a ser tentado por Satanás e no final de sua vida, quando está no Getsêmani, orando sozinho.
Quando ele é tentado no deserto, todas as suas respostas para o Diabo foram “está escrito”, o que nos ensina basicamente duas coisas: para lidar com as investidas do inimigo é necessário ter intimidade e conhecimento da Bíblia; não basta saber que está escrito, tem que saber o que quer dizer. Nossa geração sabe milhares dr versículos soltos, mas não sabe o que eles significam. Daí saem aberrações como que “diante de Deus até a tristeza salta de alegria” – Leia Jó 40 e entenda.

No Getsêmani, Jesus estava com uma agonia tão profunda – porque sabia o que passaria na cruz – que seu suor se tornou em grandes gotas de sangue (Lucas 22:44). Ele chegou a dizer que sua alma estava triste até a morte (Mateus 26:38) e pediu, por três vezes que, se possível, o Pai passasse o cálice sem que ele bebesse (Mateus 26:39-44). Satanás tentou desviar o foco de Cristo da cruz, pois sabia que ali seria determinada a sua derrota. Cristo não se deixou levar pela opressão e o venceu!

Finalizando, apenas gostaria de ressaltar que o inimigo de nossas almas não é maior que o nosso Deus. Não há possessão ou opressão que resistam a voz do Senhor. Pelo Filho temos plena liberdade e libertação. Se você tem passado por momentos difíceis em que Satanás tem lhe afligido, lembre-se que Cristo já venceu por nós na cruz do Calvário.

“João: 8. 32. e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
“João: 8. 36. Se, pois, o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.”
SEJA LIVRE!

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